❝ Neste artigo, você vai entender as causas mais comuns de variabilidade em laboratório e como identificar a origem do problema antes que ele se repita.❞
Se um resultado saiu diferente do esperado, a primeira reação é revisar o procedimento.
Mas nem sempre o problema está em quem executou o teste. Muitas vezes, o erro está em pequenas variáveis que passam despercebidas no processo. Entender isso evita repetir teste, perder amostra e gastar tempo desnecessário.
O que significa "resultado fora do padrão"?
Um resultado fora do padrão ocorre quando:
- O valor medido foge da faixa esperada
- Não há repetibilidade entre análises
- O desvio padrão aumenta sem explicação
- O controle interno indica inconsistência
Isso pode ser pontual ou recorrente.
Se é recorrente, há uma causa estrutural.
4 causas comuns de erro em laboratório
- Variação de temperatura (uma das causas mais ignoradas)
Mesmo pequenas oscilações podem alterar resultado, principalmente em secagem, reações químicas ou armazenamento.
Oscilações térmicas impactam diretamente:
- Estufas
- Incubadoras
- Processos de secagem
- Reações químicas
- Ensaios microbiológicos
Mesmo variações pequenas (1–2°C) podem alterar:
- Tempo de reação
- Taxa de evaporação
- Estabilidade da amostra
Sinais de alerta:
- Resultados inconsistentes em dias diferentes
- Equipamento levando mais tempo para estabilizar
- Falta de registro contínuo de temperatura
Correção:
Monitoramento contínuo e manutenção preventiva.
- Equipamento descalibrado ou com manutenção atrasada
Quando a calibração não está em dia, o equipamento pode funcionar, mas gerar dados imprecisos.
Equipamento pode estar funcionando…
mas não estar preciso.
Calibração vencida ou manutenção negligenciada geram:
- Dados deslocados
- Perda de repetibilidade
- Falsa sensação de controle
Pergunta prática:
Quando foi a última calibração validada?
Se você não sabe responder rapidamente, há risco.
- Falta de padronização no processo
Se cada operador executa de forma diferente, o resultado muda.
Esse é o erro mais comum — e o menos assumido.
Quando cada operador executa o procedimento de forma ligeiramente diferente, surgem variações como:
- Tempo de exposição diferente
- Quantidade ligeiramente alterada
- Ajuste manual sem registro
- Interpretação individual de instrução técnica
Isso gera variabilidade invisível.
Solução real:
- POP claro e revisado
- Treinamento padronizado
- Checklists objetivos
- Influência ambiental
Fatores que quase ninguém considera:
- Umidade
- Corrente de ar
- Vibração
- Contaminação cruzada
- Oscilação elétrica
Ambientes não controlados afetam diretamente resultados sensíveis.
❝A estabilidade térmica não deve ser tratada como um detalhe técnico, mas como requisito de confiabilidade.
Nossos equipamentos são projetados com controle térmico e estabilidade operacional justamente para reduzir variações causadas por fatores ambientais.❞
→ Como evitar retrabalho no laboratório?
✔ mantenha manutenção preventiva em dia
✔ verifique estabilidade térmica
✔ padronize procedimento
✔ registre variações

Como identificar a causa antes de repetir o teste
Repetir análise sem diagnóstico é retrabalho.
Antes de refazer:
- Verifique histórico de manutenção
- Analise registros de temperatura
- Compare execução entre operadores
- Avalie condições ambientais no dia do teste
Se o erro se repete, não é acaso. É processo.
→ Como reduzir variabilidade em laboratório
Boas práticas que realmente funcionam:
- Manutenção preventiva programada
- Calibração documentada
- Registro contínuo de parâmetros críticos
- Padronização operacional
- Diagnóstico técnico antes de repetir análise
Laboratório eficiente não é o que nunca erra.
É o que identifica rapidamente a causa.

Conclusão
Resultado fora do padrão não deve ser tratado como evento isolado.
Na maioria das vezes, ele é sintoma de:
- Falta de controle térmico
- Equipamento desajustado
- Processo mal padronizado
⚠︎ Corrigir a causa evita retrabalho, desperdício e perda de credibilidade.
